quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Cinco razões para não comer carne



A carne de animais traz muito mais prejuízos do que benefícios ao corpo humano, que não foi projetado para processá-la. De lenta digestão e repleta de toxinas, ela sobrecarrega o nosso metabolismo, causa doenças e encurta o nosso tempo de vida

1. Características anatômicas e fisiológicas

A dieta de qualquer animal corresponde à sua estrutura fisiológica. Analisando a anatomia e a fisiologia dos animais carnívoros e dos seres humanos, percebemos as diferenças que justificam a alimentação de cada um.

Os carnívoros não têm dentes para trituração, pois a carne não precisa ser mastigada. Apresentam glândulas salivares pequenas; a saliva que produzem é ácida e não tem ptialina, a enzima que pré-digere os cerais. Em seu estômago encontramos ácido muriático, que dissolve músculos e ossos. Por fim, os carnívoros transpiram pela língua e não têm poros na pele. Essa é uma característica que está associada ao hábito de caçar durante a noite, quando é mais frio; durante o dia, quando é quente, os caçadores passam a maior parte do tempo dormindo.

Já os seres humanos não têm os dentes afiados necessários para rasgar a carne, mas têm os molares, que trituram alimentos fibrosos como cereais e vegetais. Suas glândulas salivares, bem desenvolvidas, produzem uma saliva alcalina rica em ptialina, enzima necessária à pré-digestão de alimentos de origem vegetal. Seus ácidos estomacais são 20 vezes mais fracos do que os dos carnívoros.

Os intestinos humanos, cujo comprimento é 12 vezes a altura do corpo, podem ser longos porque alimentos vegetais não apodrecem tão rápido e, assim, são eliminados pelo corpo mais lentamente. Como os animais herbívoros, que permanecem muito tempo ao sol colhendo seu alimento, os humanos têm poros na pele para realizar a troca de calor com o ambiente por meio da transpiração.

Além das diferenças fisiológicas e anatômicas, há também as comportamentais. Somos desprovidos do instinto do animal carnívoro, que saliva ao sentir o cheiro de carne crua. Não costumamos farejar nem atacar seres vivos e estraçalhá-los; na verdade, preferimos deixar que outros matem os animais que comeremos e destrinchem seus corpos. Em vez de comer carne crua, preferimos cozinhá-la, assá-la, fritá-la e disfarçá-la com todo tipo de molhos e temperos para que ela não guarde nenhuma semelhança com seu estado original. Em compensação, salivamos ao ver uma fruta madura e sentir o seu perfume, e mesmo que não tenhamos fome somos capazes de comê-la simplesmente porque ela é saborosa.

2. Ingestão de substâncias tóxicas

Pesquisas realizadas com vegetarianos mostram que a incidência de câncer entre eles é bem menor do que entre pessoas que comem carne. A expectativa de vida nos vegetarianos também é maior.

As bactérias dos intestinos de quem come carne reagem com os sucos digestivos, formando substâncias químicas que são suspeitas de causarem o câncer. Isso pode explicar porque a incidência de câncer de intestino é maior em regiões onde é grande o consumo de carne, como na América do Norte e Europa Ocidental, e rara em países mais vegerarianos como a %CDndia.

Existe uma correlação entre a ingestão de carne e a incidência de problemas cardiovasculares. As gorduras animais não são bem desdobradas no corpo humano. Elas começam a sedimentar-se nos vasos sangüíneos e dificultam a circulação do sangue, gerando a arteriosclerose. Com isso há uma sobrecarga do coração, que precisa trabalhar mais para bombear o sangue através das veias obstruídas, e o quadro evolui para hipertensão arterial, enfartes e derrames.

As pessoas que alimentam-se de carne estão também ingerindo uma série de substâncias químicas, a começar pelos hormônios e anabolizantes ministrados aos animais para acelerar a engorda; os agrotóxicos, venenos e detritos encontrados nas rações e pastagens e que se acumulam nos tecidos do animal durante anos; as toxinas, como a adrenalina, descarregadas no sangue do animal aterrorizado ante a morte; e também os conservantes que os frigoríficos adicionam às carnes para que elas mantenham o aspecto %u201Cfresco%u201D por mais tempo.
Assim que um animal é morto, um processo químico é deflagrado para levar seu corpo ao processo de putrefação. Pelo tempo transcorrido entre o matadouro e a mesa, pode-se imaginar o estado de decomposição da carne servida no jantar. E ainda há os cinco dias que ela passa no interior do sistema digestivo que, como já foi citado anteriormente, não foi feito para digeri-la.

A carne crua é extremamente contaminada por bactérias, podendo causa infecções. Freqüentemente bactérias patogênicas não são destruídas nem mesmo pelo cozimento, em especial se a carne for preparada "mal passada". E lesões cutâneas produzidas com facas em contato com a carne podem produzir infecções.

Quem come carne está sujeito a ter contato com doenças não detectadas ou mesmo ignoradas pelos criadores de animais de corte. Freqüentemente, se uma animal tem um tumor em alguma parte do corpo, ela é extraída e o resto do corpo é colocado no mercado. Às vezes, os próprios tumores são incorporados à preparação de embutidos e passam a ser chamados de "partes". Experimentalmente, descobriu-se que se o fígado de uma animal doente for usado como alimento de peixe, este adquirirá câncer

3. Prejuízos ao metabolismo

Entre os resíduos indesejáveis acumulados no organismo dos comedores de carne, destacam-se a uréia e o ácido úrico. Um médico americano, ao analisar a urina de comedores de carne e de vegetarianos, constatou que os rins dos carnívoros têm de trabalhar 3 vezes mais do que os dos vegetarianos para eliminar compostos de nitrogênio encontrados na carne. Enquanto jovens, os rins conseguem suportar esta carga extra, mas, à medida em que envelhecem e tornam-se prematuramente cansados, o ácido úrico que não conseguem processar deposita-se no corpo: nos músculos, onde endurecem e formam cristais; nas articulações, provocando os dolorosos problemas de reumatismo, artrite e gota; e nos nervos, resultando em neurites e ciática.

Como o nosso sistema digestivo não foi projetado para uma dieta de carne, e esta tem um teor extremamente baixo de fibras, as funções intestinais são prejudicadas e surge assim a constipação. A carne move-se quatro vezes mais lentamente do que cereais e legumes através do sistema digestivo. Pesquisas concluíram que o padrão saudável de eliminação requer uma grande quantidade de fibra para prevenir doenças tais como apendicite, diverticulite, câncer de colon, obesidade etc..

4. Razões sociais e éticas

A carne é o alimento mais antieconômico e ineficiente que existe. O custo de meio quilo de proteína de carne é 20 vezes mais alto do que o de uma proteína de vegetal de igual capacidade nutritiva. Das proteínas e calorias com que alimentamos os animais de corte, apenas 10% são recuperados na carne que comemos, o que significa um desperdício de 90%.

As terras usadas como pastagens seriam mais produtivas se utilizadas para a plantação de cereais, legumes, verduras e frutas para consumo do homem. Um acre de terra usado para o cultivo da soja gera 17 vezes mais proteínas que mesma área usada na criação de gado. Já o consumo de água para a manutenção de uma criação é 8 vezes maior do que a necessária para irrigar um plantação.

Conclusão: enquanto milhões de pessoas em todo o mundo passam fome, grandes extensões de terra são usadas para a criação de animais para o fornecimento da carne que lentamente destrói o corpo de quem dela se alimenta.

Mas, certamente, uma das mais fortes razões para não comer carne é a de que não devemos tirar a vida, nem mesmo de um animal. É preferível retirar o alimento do reino vegetal, cuja consciência é pouco desenvolvida, do que do reino animal, que tem uma consciência mais desenvolvida.

5. Uma questão de energia vital

O princípio da energia vital afirma que certos alimentos contém mais força vital (prana) do que outras. A importância da vitalidade nos alimentos era reconhecida por Pitágoras, que dizia: "Apenas alimentos vivos e frescos podem dar condições ao homem de aprender a verdade".

Sabemos que toda a vida depende da energia do sol, e esta é armazenada nas plantas verdes, nas frutas, castanhas, cereais, etc. Quando comemos estes alimentos, consumimos energia solar diretamente. Em outras palavras, alimentamo-nos de comida "viva" com quase toda energia solar ainda intacta. Muitas plantas retém sua energia vital por muitos dias após serem colhidas, sendo ainda capazes de brotar e crescer.

Por milhares de anos os iogues e os sábios têm nos ensinados que tanto a mente quanto o corpo são profundamente influenciados pelo que comemos."Você é o que come", diz o ditado.

E os nossos antepassados, será que comiam carne? Não! Eles eram vegetarianos e não comiam carne, exceto em situações de extrema necessidade. Alguns cientistas, inclusive Charles Darwin, concordam que os primeiros seres humanos eram comedores de frutas e legumes, e que nossa anatomia não mudou ao longo da história. O cientista sueco Von Linné afirma: "A estrutura interna e externa do homem, comparada a dos outros animais, mostra que legumes e frutas constituem seu alimento natural".

Foi apenas durante a última Era Glacial, quando sua dieta normal de frutas e legumes se tornou inacessível, que os primeiros seres humanos tiveram que começar a comer carne de animais para sobreviverem. Infelizmente o costume continuou depois da Era Glacial, seja por necessidade (caso dos esquimós e tribos que moram no extremo norte), por hábito ou por falta de conhecimento.

13 comentários:

jpsfurtado disse...

sou contra comer carne em excesso.

complementando os motivos do link abaixo, também há de se considerar que devido as fontes de proteínas e ferro, o consumo de carne vermelha auxiliou no desenvolvimento do ser humano no que ele é hoje.

http://msn.minhavida.com.br/materiaalimentacao.vxlpub?codMateria=2398

Anônimo disse...

nunca li tanta babozeira num blog. Tenho 85 anos e como carne todos os dias tirando os churrascos com minha famila nos finais de semana, e nunca me senti prejudicado com a carne.
Me desculpe, mas vc foi bem infeliz nessa sua msg.

||MarthaV|| disse...

O negócio é saber se a senhora vive realmente bem aos 85 anos e como é a sua a genética.

Tem gente que fumou a vida toda e tá vivo até hoje aos 90 anos...

Sorte genética.

||MarthaV|| disse...

Ops, perdão...

Quis dizer "o senhor"

roberto disse...

por um sim ou por um não.Não quero que aja derramamento de sangue pra que eu me alimente.passei a ser vegetariano e vou em frente.BBS

Miguel disse...

Exelente blog, continua o bom trabalho.

Nao sou vegetariano, mas tento evitar a carne sempre que posso. As frutas e os legumes sao vitais para uma alimentação saudável.

Polyana disse...

concordo em não comer os animais, pois estes são nossos amigos!!! mas precisamos de algumas vitaminas da carne e tenho muitas duvidas de como fazer para repor.
fique 4 meses sem carne e me senti muito bem, porém fiquei doente.
vcs tem algum material sobre o assunto, comer ou não carne?
se tiver mande para poliana_paula@yahoo.com.br
obrigada

Anônimo disse...

Eu estou a cada dia mais me apaixonando pela vida sem carne...
estou pensando seriamente em adotar a vida vegetáriana, já começei a alguns dias, mas me preocupo em ficar doente por falta de ferro e outras vitaminas, se alguem puder me mandar receitas e dicas de alimentação vegetariana eu agradeço: katia_louredo@hotmail.com
obrigada

Danyele disse...

Bem legal esse site, interessante. com informações valiosas.
Bejokass.

Anônimo disse...

Muito legal esse Blog, fora o grande problema de aquecimento global que estamos vivendo devido desmatamento para se fazer pastos...

keity disse...

olha é muito legal e verdadeiro meu filho era obeso e decidiu se tornar vegetariano hoge esta com peso ideal acho que vou aderir isto pra minha vida bjs....

Francine Marcelino disse...

Não posso me dizer uma vegan, nem vegetariana ainda, comi carne a vida toda a há pouco tempo tirei isso do meu cardápio e ja tenho notado as diferenças no meu corpo. Ideologicamente também, tenho assistido filmes e lido sobre isso, carne é algo que definitivamente vou deixar de lado, fora do meu cardápio!

Ótimo texto!

Lucíola disse...

Para todos que querem mais informações sobre a dieta vegetariana, ai vai:
vegetarianismo.com.br
ou procure no google sociedade vegetariana brasileira.....